PF investiga ameaças e ataques racistas contra Talíria Petrone e familiares
Operação Mahin cumpriu busca em Teresópolis; investigação apura mensagens enviadas pela internet desde agosto

A Polícia Federal deflagrou, a Operação Mahin para investigar ameaças, injúria racial, racismo e violência política praticados pela internet contra a deputada federal Talíria Petrone e seus familiares.
Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Teresópolis, no Rio de Janeiro, expedido pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal.
Segundo a PF, a investigação começou em agosto de 2026, depois do envio de mensagens com ameaças de morte e conteúdo racista e misógino. A apuração também envolve divulgação não autorizada de dados pessoais.
A corporação informou ter identificado um suspeito de autoria das mensagens. Ele havia sido preso em Teresópolis por suspeita de envolvimento em outro crime, circunstância distinta da diligência anunciada.
O objetivo da operação é reunir novos elementos e aprofundar a investigação sobre as condutas. A identificação de um suspeito não equivale a uma condenação.
Deputada cobra continuidade das investigações
Em nota divulgada depois da operação, Talíria afirmou que sofre ameaças ao longo de sua trajetória pública e pediu uma resposta do Estado à violência política de gênero.
A parlamentar defendeu a identificação e responsabilização dos envolvidos e afirmou que ameaças e ataques racistas não devem ser tratados como parte da rotina de quem exerce mandato.
A manifestação também relacionou a intimidação à tentativa de silenciar mulheres, especialmente mulheres negras que ocupam espaços políticos.
As informações sobre o procedimento policial e as declarações da deputada correspondem a partes distintas da apuração: as primeiras descrevem diligências oficiais; as demais expressam a posição da parlamentar sobre os ataques.